Frequentemente, palavras me vêm a cabeça pedindo insensantemente para serem escritas em um papel. Elas gritam até arranharem os meus ouvidos e causarem-me dor de cabeça. A alternativa mais cômoda que tenho é pegá-las e quardá-las em um grande baú. Ainda assim, o sossego manifesta-se apenas por alguns minutos, pois não resisto e vou atrás das irritantes. Procuro, procuro e nada. Por já estar tão cheio, o baú parece ter virado um eficiente escondeirijo, impossibilitando-me de achá-las.
P.S.: Eu espero que no ano de 2012, você saiba fazer o que é certo com as palavras, trate-as com carinho e use-as da melhor maneira possível.
sábado, 31 de dezembro de 2011
sexta-feira, 30 de dezembro de 2011
sexta-feira, 9 de dezembro de 2011
quinta-feira, 19 de maio de 2011
No Fim do Labirinto
Aqui é totalmente escuro. Passo a maior parte do tempo sentada em um finíssimo tapete que parece não amenizar a desconfortável dureza do chão. Quando me fixo a um ponto em meio a escuridão, lembro de quando eu vivia em um mundo de luzes onde lâmpadas se acendiam quando nascia um sorriso. Penso em todas as decepções que já tive por padronizar as pessoas e por cobrar delas a normalidade que eu mesma não possuo. Perdi a oportunidade de enxergar a luz que havia dentro de parentes, amigos e até desconhecidos. E agora, na ausência dela, é que a valorizo. Sinto saudades de quando a escuridão vinha se aproximando e sorrisos a afastavam. Saem as luzes e entra o conformismo.
quarta-feira, 30 de março de 2011
Temor oculto
Quando mais nova, eu acreditava que adultos nada temiam. Enganei-me feio. Ao contrário dos mais jovens, adultos escondem seus medos. Abusam de sua pretigiada experiência para se passarem como corajosos e confortantes. Adultos trancam seus medos em baús gigantes. Eu mesma não os julgo. O mundo adulto é cruel e medos são munições para armas poderosas.
terça-feira, 8 de março de 2011
O tempo acabou
Me disseram que já não escrevo mais. E isso foi o maior incentivo para este texto. Fico à disposição do tempo e, no final, acabo me sentindo traída por ele. Eu que sempre fui pressa e euforia, me vejo agora sem minhas tão marcantes características. Em meio a uma espera trivial, o que resta é uma discreta ansiedade. Se me permite a metáfora, imagine um avião. Este acaba de pousar em um lugar desconhecido por seus passageiros. Um lugar em que, a cada esquina, há enormes relógios e a única distração disponível neste mundo de relógios é sentar em uma pedra e observar o mar.
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
Força
Quando meus cabelos deitaram na areia molhada, avistei um azul solitário e infinito. A todo instante, eu podia sentir o vai-e-vem da água trazida por ondas sapecas e incansáveis, que pareciam considerar-me uma intrusa. Sempre que alguma brecha tímida surgia, eu me jogava como uma morta de fome. Até vir uma malvada e me levar de volta à areia. Trazendo-me, novamente, a peculiar pintura azul. Se não fosse por um Sol aconchegante e uma vontade significativa de ir à luta, eu daria o combate por vencido.
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